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CARTA DE ADESÃO AO PARTIDO PIRATA

Carta de Adesão á causa Pirata:

Amigos…

Não os conheço, não sei quem são, mas acho que posso perceber o que representam.

Desde pequeno tenho uma revolta, uma angústia em meu peito que me mostra claramente o que é certo e o que é errado. Não sei por quê… Mas isso vem de dentro. Bem forte…

Aos 16 anos, fundei o Grêmio de minha escola. Fazia discursos no pátio. Hahaha… Pagava o maior mico, mas a galera se amarrava.

Juntei-me à UBES. Ia às reuniões na antiga casa da UNE na Rua do Catete. Era bom… Período recém saído da Ditadura… Por falar nisso, tenho 37 anos. Nasci na época do Geisel e minha infância foi na época do Figueiredo. Vi Tancredo, Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique… Todo mundo fazendo um monte de merda…

Bom, fui pra faculdade de Engenharia na UERJ. Chato pra caralho! Mas estava lá…

Vi que o Centro Acadêmico não existia. Era controlado por um monte de mané que não fazia porra nenhuma por nada. A Faculdade de Engenharia era cheia de necessidades. Os laboratórios eram ridículos. Aprendi FORTRAN!!!!!!! Sério. Fortran!!! Inacreditável!!!

Beleza… Juntei-me aos piores, como sempre… Juntos tomamos o C.A. de Engenharia. Entrava de sala em sala fazendo belos discursos… Todos sobre participação de todos, de como era importante nos unirmos…. Conseguimos!!! Como era calouro, não era da chapa principal. Restava-me acreditar nos outros e ajudá-los a serem bem sucedidos em suas propostas…

Hahahahaha… Grande erro. O PSTU chegou. O PCB e o PCdo B também. Todos de olho no movimento novo que surgia. Nas novas lideranças que apareciam. Ridículo… Bando de bundão usando causas corretas para simples reconhecimento pessoal.

Abandonei a política ali. Prometi pro pessoal, entrando de sala em sala, que os laboratórios melhorariam, que teríamos bandejão, que conseguiríamos mais investimentos de empresas no primeiro emprego. Mas não… O que vi foi um monte de abutre rondando em volta do poder. Pedido verbas pra causas boas, mas que nada tinham a ver com as promessas que fiz. Fodam-se. Não vou participar disso.

Não me conformo com o que é errado, mesmo que isso me beneficie. Desculpa, posso estar sendo prepotente, mas realmente é difícil achar gente que pensa assim.

A dez anos atrás era dono de uma das maiores empresas de Consultoria em Gestão Empresarial no Estado do Rio de Janeiro. Ela ainda existe. Muito bem por sinal. Ganhava algo em torno de vinte mil por mês, quando virei pro meu sócio e disse: “Cara, o que acontece com minha vida vai totalmente contra o que penso. Fica com a empresa pra você aí e tchau.” Fiz isso. Não quero ser rico. Não mesmo. Não quero ser uma pessoa que se dá bem às custas dos outros só porquê dá pra ser assim. Não quero e não vou.

Continuei trabalhando com Consultoria, mas minhas metas mudaram. Aliás, não tinha mais merda de meta nenhuma. O que sei é que fico muito puto quando vejo algo errado.

Gosto de punk rock, de hard core, de briga e adoro usar meus conhecimentos pra defender aqueles que ninguém defenderia.

Acima de tudo, odeio os ricos. De verdade. Conheci um monte deles. Não gosto de rico, não suporto lugar que rico freqüenta, odeio tudo o que um rico faz. Mas a maioria dos ricos se amarra em mim. Branco, de olho azul, bem sucedido…. Beleza… Já entendi minha função… Conquistar os ricos e traí-los… Pirata!!!

Acho que o Brasil clama por ações piratas. Por pessoas que sabem o que se passa e anseiam por fazer algo além de levar uma vida medíocre. Por gente que entenda a realidade e perceba o golpe que o marketing tenta te passar, tentando te provar que o que é péssimo pra você, na verdade é o melhor pra você.

Precisamos esclarecer as pessoas. Precisamos de ações reais. Não tinha a menor fé de que isso poderia acontecer. Mas agora vejo piratas manifestando-se. Isso é lindo. Por isso quero muito que o Coletivo Pirata do Rio de Janeiro aconteça. Quero participar disso diretamente e poder mostrar à minha filha que o pai dela fez alguma coisa, ao invés de ficar vendo o Fantástico falando mal da Miriam Leitão. Isso qualquer um pode fazer.

Ao falar de um partido, estamos falando de representação oficial. Representação oficial quer dizer política. Política legitimada.

Tentei seguir um caminho político várias vezes, mas sempre me desanimei com o que encontrei. Sindicatos vendo o que é bom para o sindicato, associações defendendo o interesse de associações… Ridículo…

Acredito que o caminho Pirata seja o que vai me levar de volta à atividade. Percebo que são pessoas que possuem dentro de si o mesmo que sempre tive. Uma noção óbvia e incontestável que tem algo errado, Algo muito errado. Por isso, precisamos de um novo pensamento político. E para isso precisamos de um novo partido político.

Vou acreditar que o caminho é o Partido Pirata.

Quando vou à associação de moradores do meu bairro e o representante da prefeitura me diz que não sabe o efetivo da Guarda Municipal no local e me diz que a lei não determina isso, então a lei está errada. Para isso precisamos de um partido político.

Quando vemos que famílias foram torturadas e assassinadas a 40 anos atrás e ouvimos que a lei da anistia garante o anonimato dessas pessoas, então a lei está errada. Para isso precisamos de um partido político.

Quando uma pessoa vai a um hospital público e vê um filho da puta de um médico chegando duas horas atrasado, indo dar idéia nas estagiárias, ao invés de ir trabalhar, e em todos os cantos existem cartazes dizendo: “desacatar funcionário público é crime passível de prisão”, então a lei está errada. Para isso precisamos de um partido político.

Não podemos mais agir como piratas tradicionais, pilhando e tirando daqueles que merecem. Temos que usar as leis para fazer isso.

Com representatividade, podemos realizar ações sociais que funcionem. Podemos ter no Coletivo Pirata regional uma referência para pessoas que não precisam concordar para serem ajudadas. Ou que não que não precisam ajudar para concordar.

O Coletivo do Rio de Janeiro está nascendo.

Convoco à todos para a reunião no Bar Arco-Íris da Lapa, na rua do Lavradio, Centro, a partir das 19 horas, segunda-feira, dia 03 de Outubro de 2011, para oficialização de nosso comitê e discussões de ações para a oficialização do Partido. Já tenho umas dez pessoas interessadas em ir. Acho que a oficialização do Coletivo Pirata Rio de Janeiro dessa vez sai.

Nesse encontro discutiremos:

– A oficialização do Comitê Pirata do Rio de Janeiro;

– Ações iniciais do Comitê;

– Análise do Manifesto Pirata;

– Posições políticas base, para aprovação do Comitê Nacional.

Minha necessidade de ação é enorme. As pessoas necessitam de uma representação Pirata.

Com muito orgulho declaro-me um Pirata. Por favor divulguem a causa.

Fred Feio

Pirata do Rio de Janeiro.

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